Hardcover vs Paperback #6

Olá!

Como vão vocês? Tô aqui “aproveitando” minha greve, que na verdade mal está acontecendo, já que eu ainda tenho 3 aulas pra assistir. Ainda assim, tô usando meu tempo extra pra catch up com algumas séries, e TENTAR pôr as leituras em dias. A ressaca literária ta me matando. Mas a vida continua e o blog também. Então aqui vai mais um post de Hardcover vs Paperback. Faz tempo que não faço um, não?

Hoje vou mostrar as capas de um livro que quero MUITO ler, as resenhas que li foram todas muito positivas. Espero que gostem!

Blood Red Road – Moira Young

Sinopse:Saba passou sua vida inteira em Silverlake, um deserto devastado por constantes tempestades de areia. A civilização Wrecker foi há muito destruída, deixando apenas aterros para a sobrevivência de Saba e sua família. Ela não se importa com isso, contanto que Lugh, seu amado irmão gêmeo, esteja por perto. Mas quando quatro homens misteriosos a cavalo capturam Lugh, o mundo de Saba se estilhaça, e ela embarca em uma jornada para trazê-lo de volta.

Jogada subitamente na realidade sem leis do mundo lá fora, Saba descobre que é uma lutadora feroz, uma sobrevivente imbatível e uma oponente astuta. Na companhia do belo e audacioso Jack e uma gangue de revolucionárias chamadas Free Hawks, a busca implacável de Saba encena um confronto que mudará o curso da sua própria civilização.

Hardcover: Sempre achei a capa desse livro muito legal. Gosto dos elementos que ela tem, como as montanhas lá atrás, a areia subindo e a garota andando. Também gosto muito da fonte usada pro título e a capa inteira me passa um idéia de aventura e mistério, o que é exatamente o que me faz querer ler um livro.

PaperbackOk, por mais que eu adore a capa do Harcover, eu AMO  a capa do Paperback. Essa capa e essa sinopse me fazem querer desistir de tudo que eu estiver fazendo e ir direto comprar e ler esse livro. Amo o esquema de cores, as imagens, a fonte, tudo! A única coisa que me irrita nessa capa é a citação: “Melhor que Hunger Games..”. Humph, é ruim, hein? A capa do segundo livro vai seguir o esquema da capa de Paperback, então pra quem é obcecado com combinar capas (eu!), é melhor comprar essa mesmo.

E vocês, qual capa preferem?

Natália Maia

10 Comentários

Arquivado em Hardcover vs Paperback, Livros, Wishlist

Resenha: Tomorrow, When The War Began – John Marsden

Olá!

Como vão todos? Essa semana foi craaaaazy, fiquei sem internet, mas já to de volta. Tô meio sem coragem, sem conseguir ler nada e com muita preguiça de escrever resenha. E o pior é que tem tantos livros bons sobre os quais quero falar! Don’t you just hate when that happens? Aaanyways, aqui vai mais uma resenha pra vocês. Espero que gostem! :D

SinopseQuando Ellie e seus amigos saem para acampar, eles não fazem ideia de que estão deixando suas vidas para trás pra sempre. Apesar de uma pouco-trágica escassez de alimentos e uma quedinha ou duas, tudo corre como planejado. Mas um semana depois, eles retornam e encontram suas casas vazias e seus animais passando fome. Algo deu errado – terrivelmente errado. Em pouco tempo, eles percebem que o seu país foi invadido e que a cidade inteira foi capturada –  incluindo seus amigos e famílias.

Ellie e os outros sobreviventes encaram uma decisão impossível: Eles podem fugir para as montanhas ou se render.  Ou eles podem lutar.

Eu já tinha passado por essa série nas livrarias brasileiras pelo menos uma dezena de vezes, e visto a propaganda na TV pelo menos o dobro disso. Ainda assim, por puro preconceito com a capa, nunca me interessei em conhecer a história ou ler o livro. Então, em um dia qualquer, descobri que o filme baseado no livro tinha acabado de sair, e, sem nada a perder, resolvi assistir.

UAU. Só tenho isso a dizer. MINDBLOWN! O filme ‘Tomorrow’ entrou imediatamente pra minha lista de favoritos. Ele ficou grudado na minha mente, a ponto de eu decorar grande parte das falas e assistir mais de 5 vezes em uma semana. Yep, it is that good.

Imediatamente, fui ao book depository.com e comprei o primeiro livro em inglês. E, assim que chegou, comecei a leitura. E aqui está o problema: Quando uma adaptação é tão boa quanto essa, o livro parece simplesmente uma versão escrita do filme. E qual é a graça de ler um livro quando você já sabe o que e quando tudo vai acontecer?

Ainda assim, a leitura é muito boa. O livro conta a história de 7 adolescentes australianos que saem pra acampar por um fim de semana, nos arredores da pequena cidade onde moram. Depois de alguns dias de diversão, eles voltam pra casa só para descobrir que seu país está em guerra, e que várias cidades foram invadidas, inclusive aquela onde moram. A partir daí eles tem que decidir se devem se esconder e torcer para não serem descobertos, ou lutar e correr o risco de morte.

Eu adoro a narração da Ellie, a personagem principal, porque é direta e real, como seria a de uma adolescente comum. Ela conta tudo que vê do jeito dela, sem tentar florear muita coisa. Ela é uma personagem forte e determinada, embora não tanto quanto pareça no filme. Como li o livro depois de assistir a adaptação, fiquei surpresa ao ver como a Ellie conseguia se importar com garotos e romance quando havia uma guerra acontecendo lá fora. Mas eu suponho que adolescentes sejam adolescentes não importam as circunstâncias, right?

Os outros personagens também são interessantes, cada um ao seu modo. Cada um é completamente diferente do outro, e é divertido ver como 7 adolescentes com personalidades diversas podem interagir em uma situação de crise. Eventualmente, as coisas têm que dar errado, e o autor retrata isso muito bem.

Enfim, indico muito a leitura e, se possível, leiam antes de assistir o filme, pra que vocês possam realmente aproveitar tudo que o livro tem a oferecer. Estou muito ansiosa pra continuar a série, já que o primeiro acaba em um momento de tensão. E só mais um conselho de amiga: Não deixe de ler/assistir nada por preconceito…você pode acabar perdendo muitas coisas boas da vida :D

Natália Maia

Ps: E vocês, já deixaram de ler alguma coisa por preconceito? Já se surpreenderam com um livro/filme que acharam que não iam gostar? Contem ai!

8 Comentários

Arquivado em Filmes, Livros, Resenhas

(Not) Weekend in English #12

Hellooo!

Como vão vocês? Tô aqui estressada com um prova amanhã e uma atividade que vale ponto também pra amanhã, que ainda nem sequer comecei a fazer…Ainda assim, resolvi postar essa coluna(Yup, I’m a procrastinator..,) , que não posto faz tempo, com alguns dos livros que estão na minha wishlist no momento! De novo, o post tá saindo no dia errado, mas isso é o normal. Eu realmente devia mudar o nome dessa coluna… :D Espero que gostem!

The Pledge – Kimberly Derting

Sinopse:No violento país da Ludania, as classes são estritamente divididas pela língua que falam. A menor transgressão, como olhar nos olhos de um membro de uma classe mais alta enquanto ele fala sua língua nativa, resulta em uma execução imediata. Charlaina, de 17 anos, sempre foi capaz de entender as línguas de todas as classes, e passou a vida toda tentando esconder seu segredo. O único lugar onde ela pode realmente ser livre é nos clubes subterrâneos, lotados de drogas, onde as pessoas tentam esquecer as regras opressivas do mundo em que vivem. É lá que ela conhece um lindo e misterioso garoto chamado Max, que fala uma língua que ela nunca ouviu antes… e seu segredo quase é exposto.

AEAEAE! Mais um distópico que quero muito ler! Acho essa capa muito cool e achei a história bem original! Já li muitas resenhas positivas que me fizerem querer ainda mais ler esse livro. Queria muito comprar com essa capa, mas, como é do hardcover, provavelmente não vai dar pra comprar essa. Oh, well.

Thou Shalt Not Road Trip – Antony John

Sinopse: Quando o livro “Hallelujah” de Luke, de 16 anos, se torna um best-seller nacional, sua editora o manda em um tour através do país com seu irmão mais velho, Matt, como motorista. Mas quando o irresponsável Matt se oferece para levar a ex-alma gêmea de Luke, Fran, na viagem também, as coisas ficam um pouco loucas. Na viagem, Luke precisa relaxar e descobrir o que realmente significa ter fé, e fazer o que for necessário para conseguir a garota que ele ama.

Duas razões pelas quais quero ler esse livro: Antony John + Road Trip! Aah, li um outro livro dele, “Five Flavors of Dumb” e ameeei. Saí loucamente atrás de outros livros do autor e encontrei esse, que ainda tem outro fator interessante que é a Road Trip. É contemporary, mas, se for tão bom quanto Five Flavors, já sei que não tenho com que me preocupar!

Legend – Marie Lu

Sinopse: O que um dia foi o oeste dos Estados Unidos, é agora o território da República, uma nação perpetuamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em dos distritos mais ricos da República, June, de 15 anos, é um prodígio sendo criada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido na favela, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país. Mas seus motivos podem não ser tão maliciosos quanto parecem.

De dois mundos diferentes, June e Day não tem motivo algum para cruzarem seus caminhos – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso em um jogo de gato e rato, Day está em uma corrida pela sobrevivência de sua família, enquanto June procura vingança pela morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu, assim com as sinistras medidas que seu país está disposto a tomar com o intuito de guardar seus segredos.

He. Mais um distópico. Fazer o que, virou um dos meus gêneros preferidos…esse é outro livro adorado na blogosfera. Já li muitas resenhas de pessoas que morrem de amores pelo livro e outras que nem tanto. Mas quero muito ler pra formar minha própria opinião. Parece bem meu estilo.

E aí, gente, gostaram de algum livro? E o que acharam das capas? Quais os livros que estão nas suas wishlists?

Natália Maia

7 Comentários

Arquivado em Livros, Weekend in English, Wishlist

Resenha: Geek Girl – Cindy C Bennett

Hey There!

Pois é, gente, estou de volta, whaaaaaat?! Ou pelo menos por enquanto, vocês sabem como são as coisas. Depois de entrar na UnB (eu tinha que comentar…O TORMENTO ACABOU!) e conhecer as meninas do Stolen Nights, passando tardes falando sobre livros, me deu vontade de voltar com o blog. E já que eu já tinha umas resenhas prontas e uma pilha de livros interessantes pra resenha, resolvi pelo menos tentar seguir com isso aqui ;D Então, please, bear with me.

Então aqui vai a resenha de um livro que pedi no Net Galley. Não estranhem a resenha em inglês lá embaixo, eles pedem que as resenhas sejam postadas nessa língua (:

Sinopse: Jen,  de 17 anos, vira sua vida de cabeça pra baixo quando, por puro tédio, faz uma aposta dizendo que consegue transforma Trevor, o geek da escola, em alguém como ela. Ao invés disso, essa garota gótica se vê sugada para o seu mundo de filmes de ficção científica, trabalho voluntário, e até mesmo – ugh – boliche. Para realmente achar seu lugar com Trevor – e com sua família adotiva – ela deve primeiro superar o seu passado violento.

Onde comprar: Book Depository

Esse livro me pegou totalmente desprevenida. Em um dia qualquer, depois de ouvir várias pessoas mencionarem o Net Galley, eu finalmente decidi descobrir por mim mesma do que se tratava o site. Quando descobri que se tratava de um site onde os autores e publishers disponibilizavam e-books para resenha, eu não fiquei muito animada. Eu nunca fui muito de ler livros pelo computador, já que sempre acabo lembrando de alguma coisa que quero fazer na internet e aí já era a leitura. Ainda assim, decidi ver quais estavam disponíveis, procurando, de preferência, por um romancezinho bobo e divertido, só pra passar o tempo. Para minha surpresa, acabei descobrindo que Geek Girl é muito mais que isso.

O livro conta a história de Jen, a própria definição de “bad girl”, que decide apostar entre o seu grupo de amigos que é capaz de transformar Trevor, a própria definição de “geek”, em alguém com ela.

Lendo a sinopse e ao começar a ler o livro, era impossível pra mim não ficar com raiva da Jen. Pra mim ela era só mais uma rebelde sem causa, com roupas góticas e uma séria necessidade de estragar a vida dos outros. No decorrer do livro, quando começamos a descobrir mais sobre a vida de Jen, é muito mais fácil entender porque ela é o que é e faz as coisas que faz. Depois de ler mais sobre como ela cresceu como órfã, pulando de um lar adotivo pra outro, é fácil entender porque ela tem uma barreira ao seu redor e porque toda a amargura e desconfiança em relação a qualquer pessoa que tenta se aproximar.

Já o Trevor é tudo que uma garota poderia pedir de um personagem fictício! Isto é, se você gosta de geeks que fazem referências a livros/filmes a cada duas frases que falam. Just my kind of guy. Pra mim, grande parte do livro foi ver como a Jen começava a conhecer mais sobre o Trevor e era, cada mais mais, “sugada” para o mundo dele, ao invés do contrário. Acompanhar a transformação dela quando ela passou a se rodear de pessoas genuinamente boas e que realmente se importavam com ela, foi o que fez desse livro um dos meus favoritos!

Os pais adotivos da Jen também foram personagens que fizeram desse livro um livro maravilhoso. Cada vez que a Jen ia se fechando de novo, eles continuavam tentando se aproximar, sem nunca desistir dela. E o efeito que isso tem sobre a Jen é visível no livro, página após página.

Eu indico Geek Girl de todo coração, pra qualquer pessoa que goste de uma boa história, com personagens reais e interessantes, e que fazem você torcer por eles do começo ao fim! São livros com esse que, pouco a pouco, vão destruindo meu preconceito com Contemporary YA.

-Natália Maia

PS: O livro ganhou extra points ainda pela referência a Eragon nas ultimas páginas…como não amar? ;D

E agora, a resenha traduzida pro inglês que fiz pro Net Galley: Continue lendo

7 Comentários

Arquivado em Livros, Net Galley

Resenha: Mockingjay – Suzanne Collins

Oi Pessoal!

Então…aqui estou eu. Finalmente, depois de um ano de dor e sofrimento, passou o vestibular. ESTOU DE FÉÉRIAS! O que significa, em teoria, que agora eu finalmente tenho tempo pra atualizar o blog! Nem sei o que fazer agora que a minha desculpa para não postar acabou :D

Hoje não tô com muita disposição pra escrever, mas acho que todo mundo já sabe o quanto eu amo ‘Hunger Games’. Eu estava louca pra ler o último livro da série e ele não me decepcionou nem um pouquinho. Sei que sou uma das poucas pessoas que pensam assim, mas pra mim esse livro foi impecável!

Esse livro foi tão marcante pra mim que demorei um bom tempo pra escrever a resenha. Mas finalmente saiu alguma coisa e espero que eu tenha conseguido passar pra vocês aquilo que senti durante a leitura!

Mais uma vez, a resenha tá gigante. Mas vocês entendem, né? Afinal, é Mockingjay!

Vocês podem ler as resenhas dos dois primeiros livros aqui e aqui.

PODE CONTER SPOILERS DOS DOIS PRIMEIROS LIVROS:

Sinopse: Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.

Ok, essa vai ser uma resenha bem difícil de escrever. Não vou falar muito sobre a históra do livro porque, afinal, é o último de uma trilogia e eu não quero dar spoilers. Então prefiro focar no modo como ele me fez sentir. Mas vou deixar uma coisa bem clara: Ao contrário da maioria dos fãs, eu AMEI Mockingjay. Na verdade, esse foi o meu livro preferido da trilogia. Podem me matar agora.

Veja só, eu entendo porque tanta gente não gostou do livro. Ele tem um ritmo, um certo tom, diferente dos demais. Mas, na verdade, é exatamente isso que eu adoro nele.

Esse livro se passa numa atmosfera diferente dos outros dois. Eles não estão mais na arena e isso não é mais um jogo. É a vida real. É guerra. E eu adoro o modo como a Suzanne Collins não escondeu nada mesmo da realidade da guerra. Porque é isso mesmo que acontece nos conflitos. Tem sofrimento, dor, famílias são destruídas e as pessoas MORREM. A Suzanne não teve pena de exterminar personagens importantes e sei que muita gente odiou o livro por causa disso. Acredite, eu também gritei e esperneei e chorei quando várias acontecerem no livro. Mas eu entendo exatamente porque a Suzanne fez cada uma das escolhas que aparecem na história.

A Katniss também aparece mudada nesse livro e essa foi outra coisa que incomodou muita gente. Confesso que era realmente estranho e às vezes frustrante ver aquela personagem tão forte se arrastar pelos cantos, sem saber o que fazer. Mas, ao mesmo tempo, pra mim foi importante ver esse lado fragilizado dela. Afinal, era muito pra se pedir de uma garota de 17 anos. Ela estava sendo obrigada a carregar o peso de uma revolução, de uma guerra, nas costas e nem tinha sequer certeza se estava fazendo a coisa certa.

Quanto ao Peeta… Nem sei o que dizer. Só quem leu o livro sabe o que se passa na história e o quanto isso mexe com o leitor. Toda a situação me pegou completamente desprevenida e eu não sei nem explicar o que aconteceu comigo durante a leitura. Só lendo pra entender. O Gale também tem um papel essencial nesse livro, e a história revela mais sobre os posicionamentos e o caráter dele. E quanto mais eu lia sobre o Gale, mas eu adorava o Peeta.

O final desse livro é um pouco chocante. Muita coisa acontece sem aviso e deixa você de boca aberta e com lágrimas nos olhos. Mas não me decepcionou nem um pouco. Achei importante que não fosse como o final de Breaking Dawn, onde tudo acaba em paz e abraços. Acho que isso me decepcionaria mais do que qualquer coisa. Não, o final foi realista, mas ainda assim esperançoso e, de certa forma, feliz.

Pra mim, esse é, acima de tudo, um livro pra fazer o leitor refletir. Refletir sobre a guerra, sobre a natureza humana, sobre o nosso próprio caráter. Ele faz você se perguntar o que você faria naquela situação. Será que realmente tudo vale na guerra? Até que ponto você iria pra defender uma causa, uma ideologia? Quanto sangue tem que ser derramado pra que um objetivo seja alcançado? A Katniss passa por todos esses questionamentos e o leitor acaba se envolvendo neles também. Eu terminei esse livro como uma pessoa um pouco diferente do que quando comecei. E muitas das reflexões que eu fiz durante a leitura continuam na minha mente até hoje. E, pra mim, é isso que faz um ótimo livro.

Com esse livro, Hunger Games se tornou, oficialmente, a minha série preferida. E eu garanto que vai ser MUITO difícil alguém tomar esse lugar.

É so isso, gente. Espero que tenham gostado e “May the odds be ever in your favor”!

Natália Maia

15 Comentários

Arquivado em Livros, Resenhas

(Not) Weekend in English #11

Hello!

Eu realmente deveria mudar o nome dessa coluna. Weekends in English…HA! Quem estou tentando enganar? Se eu já postei essa coluna pelo menos uma vez no dia certo já é muito. Mas como vocês já sabem que eu sofro de uma doença crônica de procrastinação, espero que não se importem. Afinal, estou postando com apenas 5 dias de intervalo! Tá vendo? Meu progresso é lento, mas é constante.

Aqui vão as dicas de alguns livros que eu tô louca pra ler:

The Adoration of Jenna Fox – Mary E. Pearson

Sinopse: Quem é Jenna Fox? Para Jenna, de 17 anos, foi dito que esse é o seu nome. Ela acabou de acordar de um coma, é o que dizem, e ainda está se recuperando de um terrível acidente no qual esteve envolvida há um ano. Mas o que aconteceu antes disso? Jenna não se lembra da sua vida. Ou lembra? E será que as memórias são mesmo dela?

Esse é um dos livros distópicos mais queridinhos da blogosfera. A sinopse em si não me deixou com muita vontade de ler o livro, mas as inúmeras resenhas positivas que já li me convenceram! E, pra falar a verdade, é só falar a palavra ‘distópico‘ que eu já fico interessada. Achei a capa legal também!

Five Flavours of Dumb – Antony John

Sinopse: O Desafio: Piper tem um mês para conseguir uma apresentação paga para a banda de rock ‘Dumb’

O Acordo: Se ela conseguir, Piper se tornará a empresária da banda e receberá sua parte dos lucros.

O Problema: Como Piper vai conseguir administrar um garoto egocêntrico, um colírio para os olhos sem talento, um possível romance, um roqueiro silencioso e uma garota zangada? E como ela vai conseguir fazer isso se ela é surda?

Esse é outro queridinho da blogosfera. Mas esse, ao contrário de Jenna Fox, me convenceu desde que li a sinopse e vi a capa! Tudo na história me interessa e eu já tô louca pra saber o que acontece. Além do mais, o livro é escrito por um homem, o que geralmente garante um enredo menos meloso e mais divertido! Vocês também não acham essa capa o máximo?

Tiger’s Curse – Colleen Houck

Sinopse:Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para mudar o seu destino? A última coisa que Kelsey Hayes, de 17 anos, pensou que iria fazer nesse verão era tentar quebrar uma maldição indiana de 300 anos. Com um misterioso tigre branco chamado Ren. Do outro lado do mundo. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Cara a cara com forças das trevas, mágicas de encantamentos, e mundos misteriosos onde nada é o que parece, Kelsey arrisca tudo para desvendar uma antiga profecia que pode quebrar a maldição para sempre.

Gaah, tô babando muito por essa capa! Me faz ter vontade de comprar o hardcover, mesmo sabendo que o paperback é bem mais barato. Mas quem resiste? Esse aqui já tem nome e capa no Brasil e vai ser lançado ainda esse ano.

E aí, gente? Se interessaram por algum? O que acharam das capas? Quais livros vocês estão loucos pra ler?

Natália Maia

19 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Resenha: Wither – Lauren DeStefano

Olá!

Estou de volta! E dessa vez apenas 7 dias depois. Já é um progresso, não? Decidi que vou começar a fazer minhas resenhas com antecedência. Eu sei que a maioria dos blogueiros faz isso, mas, por alguma razão (preguiça), eu sempre acabava deixando pra fazer a resenha logo antes de escrever o post. Aí eu acabava não postando, já que eu não tinha disposição pra escrever a resenha! Isso fez sentido?

De qualquer maneira, hoje vou postar a minha resenha de Wither, da Lauren Destefano. Ele livro tem tipo muita hype e já foi até traduzido pro português com o titulo “Aprisionada”. Vou logo adiantando que gostei bastante do livro, mas ele ficou um pouco abaixo das minhas expectativas. Eu esperava que ele fosse ser um dos melhores livros do ano, mas acabou sendo só bom, comparado a outros livros incríveis que li esse ano (Hunger Games, WHAAAT?). Ainda assim, o livro me manteve bastante interessada e eu não parei de ler por um segundo até chegar o final.

A resenha, como sempre, está bem longa. I talk a lot.

SinopseGraças à ciência moderna, os seres humanos se tornaram bombas-relógio genéticas. Os homens vivem apenas até os 25 anos e as mulheres até os 20 anos. Neste cenário desolador, as meninas são raptadas e forçadas a casamentos poligâmicos para manter a população longe da extinção. Quando Rhine Ellery de dezesseis anos é raptada pelos Coletores para se tornar uma noiva, ela entra em um mundo de riqueza e privilégio. Apesar do verdadeiro amor de seu novo marido Linden, e uma tênue confiança entre as irmãs de seu esposo, Rhine tem um propósito: fugir para encontrar seu irmão gêmeo e ir para casa. Mas Rhine tem mais coisas a enfrentar que a perda de sua liberdade. O pai excêntrico de Linden está obcecado em encontrar um antídoto para o vírus da genética que está lentamente se aproximando de seu filho, mesmo que isso signifique coleta de cadáveres a fim de testar seus experimentos. Com a ajuda de Gabriel, um servo que confia, Rhine tenta libertar-se, no curto tempo que ainda resta.

Desde que ouvi falar de Wither pela primeira vez, eu fiquei com vontade de ler o livro. Tenho que confessar que metade da razão pela qual eu queria ler esse livro era essa capa. Mas, falando sério, dê só uma olhada nessa capa. Não é a coisa mais linda que você já viu na vida? E o melhor é que ela faz muito mais sentido depois que você lê o livro. Mas a boa notícia é que Wither é muito mais do que uma capa bonita e a história fez com que eu me apaixonasse ainda mais por livros distópicos.

Wither conta a história de um mundo futurista onde, graças à ciência, foi descoberta uma maneira de fazer com que os humanos vivessem uma vida mais longa e saudável. As epidemias e doenças foram curadas e os bebês passaram a ser planejados, dando origem a uma geração praticamente imortal, que foi chamada de ‘primeira geração’. No entanto, os filhos dessa geração não tiveram a mesma sorte. Muito pelo contrário. Os homens começaram a morrer aos 25 anos e as mulheres aos 20. Para tentar encontrar uma solução, famílias ricas começam a pagar sequestradores para capturar jovens garotas, que dão a luz a crianças que se tornam vítimas de experimentos e testes.

O livro conta a história de Rhine, uma garota que é sequestrada e forçada, junto com outras 2 adolescentes, a entrar em um casamento poligâmico com um rico governador. A maior parte do livro se passa dentro da casa do marido dela, o Linden, e por isso eu confesso que senti falta de um pouco de aventura e ação na história, mas nem por isso larguei o livro por um segundo sequer. Eu gostei muito da escrita da Lauren Destefano e ela consegue narrar a história de maneira clara e interessante, sem tentar florear demais a narrativa.

Pra mim, a melhor parte desse livro são os personagens. Eles são profundos e complicados, o que fez com que eu mudasse de opinião sobre eles o tempo inteiro. A Rhine é uma personagem interessante e perceptiva, de modo que podemos conhecer os outros personagens profundamente, só pela narração dela. As duas outras noivas também são essenciais para a história, e cada uma tem uma personalidade própria. Demorei um pouco pra gostar da Jenna, mas no final do livro ela já tinha se tornado uma das minhas personagens preferidas. A Cecily era irritante e ingênua às vezes, mas achei-a essencial para mostrar como adolescentes tão jovens, quase crianças, eram vítimas dessa sociedade corrompida.

E temos, é claro, os cavalheiros da história. O Linden foi um personagem confuso, e toda vez que eu começava a gostar dele, eu lembrava que ele havia sequestrado garotas para serem suas esposas. Mas aí o livro passa e a gente vê que isso é totalmente incompatível com a personalidade dele, fazendo com que a gente questione o que realmente aconteceu. Já o Gabriel não me conquistou totalmente. Achei o romance um pouco sem graça, mas tô louca pra ver como ele se desenvolve nos próximos livros.

É isso aí, gente. No geral Wither foi um livro muito bom, apesar de não tão incrível quanto eu esperava. O final foi um pouco sem graça, mas estou ansiosa para o próximo da série, que já tem capa e se chama ‘Fever’.

P.S.: Desculpem aí pela resenha longa e confusa. Acho que perdi a prática.

Natália Maia

15 Comentários

Arquivado em Livros, Resenhas