
Oi Pessoal!
Então…aqui estou eu. Finalmente, depois de um ano de dor e sofrimento, passou o vestibular. ESTOU DE FÉÉRIAS! O que significa, em teoria, que agora eu finalmente tenho tempo pra atualizar o blog! Nem sei o que fazer agora que a minha desculpa para não postar acabou
Hoje não tô com muita disposição pra escrever, mas acho que todo mundo já sabe o quanto eu amo ‘Hunger Games’. Eu estava louca pra ler o último livro da série e ele não me decepcionou nem um pouquinho. Sei que sou uma das poucas pessoas que pensam assim, mas pra mim esse livro foi impecável!
Esse livro foi tão marcante pra mim que demorei um bom tempo pra escrever a resenha. Mas finalmente saiu alguma coisa e espero que eu tenha conseguido passar pra vocês aquilo que senti durante a leitura!
Mais uma vez, a resenha tá gigante. Mas vocês entendem, né? Afinal, é Mockingjay!
Vocês podem ler as resenhas dos dois primeiros livros aqui e aqui.
PODE CONTER SPOILERS DOS DOIS PRIMEIROS LIVROS:

Sinopse: Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.
Ok, essa vai ser uma resenha bem difícil de escrever. Não vou falar muito sobre a históra do livro porque, afinal, é o último de uma trilogia e eu não quero dar spoilers. Então prefiro focar no modo como ele me fez sentir. Mas vou deixar uma coisa bem clara: Ao contrário da maioria dos fãs, eu AMEI Mockingjay. Na verdade, esse foi o meu livro preferido da trilogia. Podem me matar agora.
Veja só, eu entendo porque tanta gente não gostou do livro. Ele tem um ritmo, um certo tom, diferente dos demais. Mas, na verdade, é exatamente isso que eu adoro nele.
Esse livro se passa numa atmosfera diferente dos outros dois. Eles não estão mais na arena e isso não é mais um jogo. É a vida real. É guerra. E eu adoro o modo como a Suzanne Collins não escondeu nada mesmo da realidade da guerra. Porque é isso mesmo que acontece nos conflitos. Tem sofrimento, dor, famílias são destruídas e as pessoas MORREM. A Suzanne não teve pena de exterminar personagens importantes e sei que muita gente odiou o livro por causa disso. Acredite, eu também gritei e esperneei e chorei quando várias acontecerem no livro. Mas eu entendo exatamente porque a Suzanne fez cada uma das escolhas que aparecem na história.
A Katniss também aparece mudada nesse livro e essa foi outra coisa que incomodou muita gente. Confesso que era realmente estranho e às vezes frustrante ver aquela personagem tão forte se arrastar pelos cantos, sem saber o que fazer. Mas, ao mesmo tempo, pra mim foi importante ver esse lado fragilizado dela. Afinal, era muito pra se pedir de uma garota de 17 anos. Ela estava sendo obrigada a carregar o peso de uma revolução, de uma guerra, nas costas e nem tinha sequer certeza se estava fazendo a coisa certa.
Quanto ao Peeta… Nem sei o que dizer. Só quem leu o livro sabe o que se passa na história e o quanto isso mexe com o leitor. Toda a situação me pegou completamente desprevenida e eu não sei nem explicar o que aconteceu comigo durante a leitura. Só lendo pra entender. O Gale também tem um papel essencial nesse livro, e a história revela mais sobre os posicionamentos e o caráter dele. E quanto mais eu lia sobre o Gale, mas eu adorava o Peeta.
O final desse livro é um pouco chocante. Muita coisa acontece sem aviso e deixa você de boca aberta e com lágrimas nos olhos. Mas não me decepcionou nem um pouco. Achei importante que não fosse como o final de Breaking Dawn, onde tudo acaba em paz e abraços. Acho que isso me decepcionaria mais do que qualquer coisa. Não, o final foi realista, mas ainda assim esperançoso e, de certa forma, feliz.
Pra mim, esse é, acima de tudo, um livro pra fazer o leitor refletir. Refletir sobre a guerra, sobre a natureza humana, sobre o nosso próprio caráter. Ele faz você se perguntar o que você faria naquela situação. Será que realmente tudo vale na guerra? Até que ponto você iria pra defender uma causa, uma ideologia? Quanto sangue tem que ser derramado pra que um objetivo seja alcançado? A Katniss passa por todos esses questionamentos e o leitor acaba se envolvendo neles também. Eu terminei esse livro como uma pessoa um pouco diferente do que quando comecei. E muitas das reflexões que eu fiz durante a leitura continuam na minha mente até hoje. E, pra mim, é isso que faz um ótimo livro.
Com esse livro, Hunger Games se tornou, oficialmente, a minha série preferida. E eu garanto que vai ser MUITO difícil alguém tomar esse lugar.
É so isso, gente. Espero que tenham gostado e “May the odds be ever in your favor”!
Natália Maia